Portal da Cidade Surubim

CULTURA POPULAR

Projeto "Vamos Cirandar" trouxe legado de Antônio Baracho a estudantes de Surubim

Aula-espetáculo com as Filhas de Baracho reuniu estudantes nesta semana e destacou a importância da ciranda como patrimônio cultural

Publicado em 09/08/2026 às 19:00

Ciranda tomou conta da quadra da escola Oliveiros de Andrade Vasconcelos (Foto: Anderson Souza Leão | Usina Produções)

O projeto "Vamos Cirandar com as Filhas de Baracho" promoveu, na manhã da quinta-feira (6 de agosto), uma aula-espetáculo sobre a ciranda para estudantes de uma escola pública de Surubim. A iniciativa tem como objetivo aproximar crianças e adolescentes da cultura popular pernambucana, preservando o legado do mestre Antônio Baracho, considerado o Rei da Ciranda.

Idealizador do projeto, o professor e produtor cultural Clebio Marques destacou que a proposta vai além de uma apresentação musical. Segundo ele, a ação busca levar conhecimento sobre a história da ciranda, sua origem, seus instrumentos, a poesia das canções e os passos da dança, culminando com uma grande roda de ciranda envolvendo os estudantes.

"Não é um show de ciranda, mas uma aula-espetáculo. Levamos a parte teórica e prática para que os alunos conheçam essa manifestação cultural e contribuam para manter viva essa tradição", afirmou.


Clebio ressaltou ainda que o projeto percorre diferentes regiões de Pernambuco. A programação já passou pela Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata e Agreste, incluindo cidades como Carpina, Nazaré da Mata, Surubim e Passira. Ele adiantou que a Usina Produções continuará desenvolvendo novos projetos voltados à valorização de outras expressões da cultura popular, como caboclinho, maracatu e cavalo-marinho.

Filha continua legado da ciranda de Antônio Baracho

Durante o evento, a cirandeira Maria Dulce Baracho, conhecida como Dona Dulce e filha de Antônio Baracho, emocionou os participantes ao recordar a trajetória do pai. Aos 79 anos, ela contou que participa da ciranda desde os cinco anos de idade e revelou que assumiu o compromisso de manter viva a tradição deixada pelo mestre. "Meu pai pediu que eu não deixasse a ciranda morrer. Graças a Deus, ela continua viva. Ver tantos estudantes participando é uma grande alegria", declarou.


Dona Dulce também destacou a satisfação em levar a memória de Antônio Baracho a diferentes cidades do estado, reforçando a importância da preservação da cultura popular para as novas gerações. 

Noé da Ciranda também é lembrado no projeto

O evento realizado na escola Oliveiros de Andrade Vasconcelos contou ainda com a participação de Agaci Souto, filho do cirandeiro Noé da Ciranda. Ele classificou como uma honra receber o projeto em Surubim e destacou a admiração que seu pai sempre teve por Antônio Baracho.

"É uma grande alegria conhecer a filha de Baracho e trazer esse projeto para os estudantes de Surubim. É um legado muito bonito que precisa ser preservado", afirmou.

A atividade integrou a circulação estadual do projeto, que busca fortalecer a identidade cultural pernambucana por meio da educação e do contato direto dos estudantes com importantes representantes da ciranda.


Fonte: Portal da Cidade Surubim

Participe do grupo do Portal da Cidade no WhatsApp