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CIÊNCIA NO AGRESTE

Professora pernambucana Erika Valente vence prêmio nacional Mulheres do Agro

Pesquisadora da UFAPE foi reconhecida na categoria Ciência e Pesquisa por trabalhos sobre saúde do solo, bioinsumos e agricultura sustentável

Publicado em 29/08/2026 às 10:55
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Professora e pesquisadora Érika Valente levou Pernambuco ao topo do Prêmio Mulheres do Agro (Foto: Divulgação)

A ciência produzida no interior de Pernambuco conquistou reconhecimento nacional. A professora e pesquisadora Erika Valente de Medeiros, da Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (UFAPE), foi a vencedora da categoria Ciência e Pesquisa da 9ª edição do Prêmio Mulheres do Agro. O resultado foi anunciado na quarta-feira (26 de agosto), durante evento realizado em São Paulo.

Idealizado pela Bayer e pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), o prêmio reconhece mulheres que contribuem para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro por meio da inovação, gestão e compromisso socioambiental. Nesta edição, foram premiadas nove produtoras rurais e uma pesquisadora.

Doutora em Agronomia e professora titular da UFAPE, em Garanhuns, Erika desenvolve pesquisas nas áreas de microbiologia e bioquímica do solo, agricultura sustentável, biochar, desertificação e bioeconomia, com atenção especial às condições do semiárido brasileiro. A pesquisadora possui mais de 200 artigos científicos publicados e sete patentes registradas.


Pesquisa desenvolvida no interior

Entre os trabalhos coordenados pela professora estão estudos para o desenvolvimento de bioinsumos, produtos biológicos capazes de contribuir para o crescimento das plantas, melhorar o aproveitamento de nutrientes e aumentar a capacidade das culturas de enfrentar condições adversas, como os períodos de seca.

As pesquisas também trabalham com o conceito de Saúde Única (One Health), que considera interligadas a saúde das pessoas, dos animais, das plantas e do meio ambiente. Para Erika, cuidar das condições do solo tem reflexos em toda essa cadeia. “Quando alguém me pergunta para que serve minha pesquisa, gosto de responder: para ajudar a construir um solo mais saudável, que produza plantas mais saudáveis, alimentos mais saudáveis e, no final dessa cadeia, pessoas e ambientes mais saudáveis”, explica.

Reconhecimento nacional

Antes de conquistar o prêmio, Erika foi selecionada pela comissão organizadora e participou da etapa de votação popular da categoria Ciência e Pesquisa. Neste ano, a votação registrou mais de 40 mil votos.


Para a professora, a conquista também chama atenção para a capacidade científica existente fora dos grandes centros urbanos e para o trabalho desenvolvido pelas universidades públicas do Nordeste. “Quando uma pesquisa desenvolvida em Garanhuns com alcance em todo o interior recebe um reconhecimento nacional, mostramos ao Brasil que o interior do Nordeste também produz ciência, tecnologia e inovações que podem chegar ao agricultor e à sociedade”, destacou.

Mulheres na ciência e no agro

Erika também ressaltou o significado da premiação para ampliar a visibilidade das mulheres que atuam na pesquisa e no setor agropecuário. Segundo ela, embora o prêmio leve seu nome, o resultado é fruto de um trabalho coletivo. “Esse prêmio leva o meu nome, mas representa meus alunos, minha equipe, a UFAPE, nossos parceiros e todas as pessoas que acreditaram e votaram em nós”, afirmou.

A premiação evidencia a contribuição das pesquisas realizadas no Agreste pernambucano para temas como segurança alimentar, recuperação de áreas degradadas, sustentabilidade e adaptação da agricultura às mudanças climáticas. “Cuidar do solo, das plantas e do ambiente é, no fim das contas, cuidar da nossa própria saúde e do nosso futuro”, concluiu Erika Valente.

Fonte: Portal da Cidade Surubim

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