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QUALIDADE DE VIDA

IPS Brasil 2026 traça retrato social das cidades brasileiras e expõe desigualdades

No Agreste Setentrional, Surubim e Santa Cruz do Capibaribe possuem os melhores índices, enquanto Casinhas teve o pior desempenho na região

Publicado em 20/05/2026 às 17:30

Surubim teve um dos melhores desempenhos no Agreste Setentrional pernambucano no levantamento IPS Brasil 2026 (Foto: Prefeitura de Surubim)

O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026 traçou um amplo retrato social das cidades brasileiras ao avaliar os 5.570 municípios do país com base em indicadores de qualidade de vida, acesso a direitos e desenvolvimento social. Divulgado nesta quarta-feira (20 de maio), o levantamento mostrou que as desigualdades regionais seguem marcantes no Brasil e, apesar de apontar avanços em municípios do Agreste Setentrional pernambucano, também evidencia os desafios sociais enfrentados pelas cidades menores da região.

O estudo é produzido pelo instituto Imazon em parceria com outras organizações e utiliza 57 indicadores sociais e ambientais para medir o bem-estar da população.

Entre os municípios do Agreste Setentrional, Surubim apareceu com destaque ao alcançar 63,86 pontos, ocupando a 1.295ª posição nacional. Já Santa Cruz do Capibaribe registrou 64,61 pontos e ficou na 999ª colocação do país, figurando entre os melhores índices do Agreste pernambucano.

Outras cidades do estado também tiveram desempenho relevante no ranking, como Belo Jardim com 65,57 pontos, Paulista com 64,25 pontos, Caruaru, com 63,87 pontos, Petrolina, com 63,93, Sairé, com 63,84 pontos, Recife, com 63,22, e Serra Talhada, com 63,67 pontos. O melhor desempenho foi o 5º do Arquipélago de Fernando de Noronha, com 71,75 pontos.


Por outro lado, alguns municípios da região apareceram em posições mais baixas da lista nacional. Vertente do Lério registrou 57,84 pontos, enquanto Orobó obteve 57,54 pontos. Santa Maria do Cambucá figurou entre os menores índices do estado, com 53,94 pontos. O pior desempenho regional foi o de Casinhas, que alcançou 52,29 pontos, ocupando a terceira pior colocação de Pernambuco e a 5.194ª posição no ranking nacional.

O IPS Brasil avalia áreas como saúde, educação, segurança, moradia, acesso à informação, qualidade ambiental e oportunidades sociais. Diferente do Produto Interno Bruto (PIB), que mede a riqueza produzida, o índice busca identificar se esse desenvolvimento econômico se transforma efetivamente em qualidade de vida para a população.

No cenário nacional, a cidade de Gavião Peixoto, em São Paulo, liderou o ranking pelo terceiro ano consecutivo, com 73,10 pontos. Já Uiramutã, em Roraima, ficou na última posição, com 42,44 pontos.

Acesse a tabela dos municípios brasileiros, com sua posição e nota no Índice:

IPS BRASIL 2026

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