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ALERTA CLIMÁTICO

El Niño se fortalece e aumenta risco de estiagem e calor intenso em Pernambuco

Apac prevê temperaturas acima da média até dezembro e alerta para impactos na agricultura, na pecuária e no abastecimento de água

Publicado em 15/10/2026 às 19:30
Atualizado em

Videowall da APAC (Foto: Maurício Ferry/DP Foto)

O fortalecimento do fenômeno El Niño acendeu um alerta para o risco de estiagem e de aumento das temperaturas em Pernambuco nos próximos meses. Segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), a previsão para o último trimestre de 2026 é de temperaturas acima da média em todas as regiões do estado, com possíveis impactos na umidade do solo, na disponibilidade de recursos hídricos e nas atividades agropecuárias.

De acordo com a Apac, o El Niño já está consolidado e apresenta intensidade forte, com possibilidade de atingir a categoria muito forte nas próximas semanas. A expectativa é de que o fenômeno alcance seu período de maior intensidade entre novembro deste ano e janeiro de 2027, exigindo atenção especial às condições climáticas em Pernambuco.

A meteorologista da Apac, Aparecida Fernandes, destacou a possibilidade de intensificação do fenômeno. “O El Niño já está consolidado e com uma categoria forte, sendo que a maior intensidade do El Niño deve ocorrer nos meses ainda de novembro até janeiro, com uma intensidade muito forte”, afirmou.


El Niño pode atingir intensidade muito forte entre novembro e janeiro

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial e pode provocar alterações nos padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do planeta. No Brasil, o fenômeno costuma favorecer a redução das precipitações nas regiões Norte e Nordeste. Entretanto, a intensidade dos efeitos em Pernambuco também depende das condições do Oceano Atlântico, que influenciam diretamente a distribuição das chuvas no estado.

A Apac também emitiu um aviso de baixa umidade relativa do ar para esta semana, especialmente nas regiões do Agreste e Sertão pernambucano, onde as temperaturas elevadas e o tempo seco exigem cuidados adicionais da população. “Para essa semana, a Apac já emitiu um aviso de baixa umidade do ar devido às altas temperaturas e também à baixa umidade do ar no Sertão e também no Agreste”, explicou Aparecida Fernandes.

Agreste e Sertão enfrentam alerta de baixa umidade e risco de estiagem

Entre os setores que podem ser mais afetados estão a agricultura, a pecuária e o abastecimento de água. O aumento das temperaturas favorece a perda de umidade do solo, amplia a necessidade de irrigação e pode comprometer o desenvolvimento das lavouras. Na criação de animais, o calor excessivo também representa risco de estresse térmico, além de elevar a demanda por água.


Apesar da possibilidade de redução das chuvas, a agência ressalta que o fenômeno não impede a ocorrência de precipitações intensas e eventos climáticos extremos. A distribuição irregular das chuvas pode provocar períodos prolongados de tempo seco, intercalados com episódios de precipitação concentrada, dificultando o planejamento das atividades agrícolas e a gestão dos recursos hídricos.

A Apac informou que continuará monitorando as condições dos oceanos Pacífico e Atlântico, além das temperaturas e dos índices de precipitação em Pernambuco. O acompanhamento busca identificar possíveis mudanças no cenário climático e subsidiar medidas preventivas para reduzir os impactos da estiagem, especialmente nas regiões mais vulneráveis do estado.

Fonte: Com informações da Agência Rádio SEI de Notícias - repórter Malu Costa

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