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ABASTECIMENTO

Barragem de Jucazinho inicia período mais seco do ano com menos de 4% da capacidade

Reservatório acumula 7,96 milhões de m³ e está em situação melhor que em setembro de 2025, mas meses de maior evaporação exigem atenção

Publicado em 05/09/2026 às 09:40
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O nível máximo acumulado pela Barragem de Jucazinho este ano foi de 4% (Foto: Reprodução/ Instagram/@adenor_pereiraa)

A Barragem de Jucazinho inicia o quadrimestre mais seco do ano com apenas 3,89% de sua capacidade de armazenamento. O volume corresponde a aproximadamente 7,96 milhões de metros cúbicos de água. Apesar do baixo percentual, a situação é melhor que a registrada no mesmo período do ano passado, segundo revela em matéria o site Correio do Agreste.

Em setembro de 2025, o reservatório operava com 2,21% de sua capacidade, equivalente a cerca de 4,52 milhões de metros cúbicos. Nos meses seguintes, o cenário se agravou e, em dezembro, Jucazinho chegou a ficar com menos de 1% da capacidade.

O ano de 2026 começou em situação ainda mais crítica. Em janeiro, a barragem acumulava somente 0,5%, cenário que exigiu a utilização de bombas flutuantes para garantir a retirada de água. Com as chuvas registradas durante o período de inverno, porém, houve recuperação gradual do manancial.

Reservatório chegou a 4,06% em 2026

O maior volume registrado neste ano foi de 4,06%, correspondente a aproximadamente 8,32 milhões de metros cúbicos. A recuperação possibilitou a desativação do sistema de bombeamento flutuante e o retorno da captação de água por gravidade.

Desde então, o nível permanece ligeiramente abaixo dos 4%. Além das chuvas, outro fator contribui para que Jucazinho chegue a setembro em condições melhores do que no ano passado: a entrada das águas do Rio São Francisco no sistema de abastecimento de municípios que anteriormente dependiam do reservatório.

Cidades como Caruaru, Riacho das Almas, Toritama, Bezerros e Gravatá passaram a receber água do Rio São Francisco por meio da Adutora do Agreste. Com isso, houve redução da demanda sobre Jucazinho, permitindo direcionar sua disponibilidade hídrica para outros municípios.

Surubim e região aguardam água do São Francisco

Atualmente, Jucazinho continua tendo papel importante no abastecimento de municípios como Surubim, Casinhas, Frei Miguelinho e Santa Maria do Cambucá. A expectativa é que essas cidades também sejam beneficiadas pelas águas do Rio São Francisco através do Lote 4B da Adutora do Agreste.

Segundo a Compesa, testes relacionados ao sistema já estão sendo realizados, mas ainda não há previsão definida para que a intervenção entre efetivamente em funcionamento e passe a contribuir com o abastecimento das localidades.

Apesar de Jucazinho chegar a setembro em situação melhor que a observada há um ano, o baixo volume mantém o sinal de atenção. Com o encerramento do período mais chuvoso e a chegada dos meses historicamente mais quentes, entre setembro e dezembro, a tendência é de aumento das perdas por evaporação e redução das entradas de água no reservatório.

Nesse cenário, o uso consciente da água permanece fundamental para preservar o volume disponível e reduzir os impactos sobre o abastecimento dos municípios que ainda dependem de Jucazinho.

Fonte: Com informações do site Correio do Agreste

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