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OPERAÇÃO DINASTIA

Prefeito de Salgadinho permanece preso enquanto defesa aguarda decisão sobre habeas corpus

Joia está custodiado no Presídio de Limoeiro após prisão preventiva; operação do MPPE investiga suspeitas de crimes contra a administração pública

Publicado em 22/09/2026 às 21:40
Atualizado em

Prefeito de Salgadinho está na Penitenciária de Limoeiro (Foto: Reprodução/TV Globo)

O prefeito de Salgadinho, Jeosadaque Barbosa Salgado, conhecido como Joia, permanece custodiado no Presídio de Limoeiro após ter sido preso durante a Operação Dinastia, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

Inicialmente, o gestor foi preso em flagrante durante o cumprimento das medidas judiciais. Posteriormente, a prisão foi convertida em preventiva. A defesa ingressou com um pedido de habeas corpus buscando a revogação da medida e a liberdade do prefeito. Enquanto aguarda a análise do Poder Judiciário, Joia permanece preso.

A Operação Dinastia foi deflagrada no dia 9 de setembro e investiga suspeitas de crimes contra a administração pública em Salgadinho. Segundo o MPPE, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão nos municípios de Salgadinho, Passira e Carpina.

Relembre o caso

De acordo com o Ministério Público, o prefeito Joia foi preso em flagrante por suspeita de tentativa de obstrução da investigação e lavagem de dinheiro. Durante as buscas na residência do prefeito, os investigadores contabilizaram cerca de R$ 580 mil em espécie. Em outro endereço alvo da operação, foram apreendidos aproximadamente R$ 167 mil em dinheiro e R$ 165 mil em cheques.


Documentos e dispositivos eletrônicos também foram recolhidos e passaram a integrar as investigações. Segundo o MPPE, a apuração envolve suspeitas de fraudes em licitações, desvio de recursos por meio da prática conhecida como “rachadinha” e lavagem de capitais.

Além das buscas, a Justiça determinou, a pedido do Ministério Público, a indisponibilidade de bens imóveis e o afastamento de investigados de cargos públicos. As medidas cautelares da operação foram autorizadas pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).

Caso segue em tramitação

A defesa do prefeito aguarda agora a apreciação do pedido de habeas corpus. Até que uma eventual decisão determine a revogação da prisão preventiva, o gestor permanece custodiado.

As investigações da Operação Dinastia continuam e as suspeitas levantadas no decorrer da apuração ainda serão submetidas à análise das autoridades competentes e do Poder Judiciário.

A prisão preventiva é uma medida cautelar e não representa condenação definitiva. Os investigados têm direito à presunção de inocência até eventual decisão judicial definitiva.

Fonte: Com informações do perfil de notícias Limoeiro Hoje

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